Barcelona: Sagrada Família, Parque Güell, Catedral, Bairro Gótico e La Boqueria

DIA 18 DE MARÇO DE 2013

Depois de duas semanas viajando começamos a sentir bastante o cansaço… neste ponto da viagem, a gente já não conseguia acordar tão cedo e o blog já tinha sido abandonado. Realmente, escrever os posts em tempo real é muuuito mais legal, pois podemos colocar a emoção do momento na escrita e os detalhes ainda estão muito mais vivos na memória.

Mas enquanto escrevo este texto já estou em casa, de volta da viagem há mais de uma semana. Mesmo assim vou tentar descrever tudo do mesmo jeito que fiz nos posts anteriores.

Nosso terceiro dia em Barcelona amanheceu com céu azul. Apesar do vento gelado que deixava a gente com frio na sombra, o sol estava ótimo e o dia estava lindo como poucas vezes nas últimas duas semanas.


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Começamos o dia com uma visita a Igreja da Sagrada Família, que era uma das atrações mais aguardadas por nós. Como chegamos um pouco tarde, enfrentamos uma fila relativamente grande. De fora, a igreja já impressiona por sua originalidade e grandiosidade.

Templo Expiatório da Sagrada Família - Vista da Fachada da Glória

Templo Expiatório da Sagrada Família – Vista da Fachada da Glória

A igreja da Sagrada Família foi a última obra de Gaudí, que faleceu antes de sua conclusão e  grande parte do projeto se perdeu na época da Guerra Civil Espanhola, o que deixou a obra paralisada por muitos anos. O que torna a visita ainda mais interessante é o fato de a Igreja estar “eternamente” em obras… podemos ver ali na nossa frente torres sendo edificadas e peças gigantes sendo içadas a todo momento.

Ao comprar uma entrada, todo turista está contribuindo para a conclusão da obra. Isto faz parte do charme da Sagrada Família… Exatamente por isto, que acho que a obra não vai acabar nunca, apesar da previsão de término ser para 2026.

Templo da Sagrada Família - Detalhe dos vitrais e parte da cobertura

Templo da Sagrada Família – Detalhe dos vitrais e parte da cobertura

Por dentro e por fora o templo é diferente de tudo que já vi. Os vitrais, as esculturas e principalmente a cobertura. As colunas se ramificam como galhos de árvores e toda a cobertura foi projetada para dar a sensação de que as pessoas estão protegidas por copas de árvores, dentro de uma floresta…

Depois de visitar tantas catedrais suntuosas, cobertas de ouro e obras de arte renascentistas e góticas, a Sagrada Família impressionou pela originalidade.

Aquele clima melancólico habitual, dá lugar a um lugar iluminado na medida certa e cada detalhe esconde uma surpresa… Só vendo pra entender.

Sagrada Família - Vista geral do interior do templo

Sagrada Família – Vista geral do interior do templo

Recomendo alugar um “audio-guide” pra poder ouvir tudo sobre a história da construção e entender o que significam todas as obras de arte e principalmente as curiosidades sobre as fachadas… foi legal brincar de encontrar a maior quantidade possível de estátuas de animais em lugares escondidos da fachada.

É interessante também visitar o museu da construção, com maquetes reais usadas para auxiliar na obra, modelos reduzidos, fotos de várias etapas da construção, atelier dos escultores, etc.

Lá também é o local onde está sepultado o corpo de Gaudí e foi lá que aprendi que ele está em processo de beatificação pela Igreja Católica… O povo de Barcelona admira tanto o trabalho dele, que teve uma importância tão grande na história e cultura da cidade, que o Arquiteto é considerado santo. Que coisa…

Ficamos a manhã inteira por lá e ao sair partimos a procura de um lugar para almoçar.

Vista para o Templo da Sagrada Família a partir da praça

Vista para o Templo da Sagrada Família a partir da praça

De lá ficamos um pouco perdidos e não conseguimos encontrar um bom restaurante pra almoçar… circulamos um pouco e acabamos em uma birosca que servia pratos da franquia de um tal de “El Paellador”. Não recomendo! A paella é muito diferente da foto e me pareceu uma espécie de “fast-food” de paella, com pratos pré-preparados… passei mal no dia seguinte pela manhã e suspeito que a paella seja uma das responsáveis, mas isto eu conto nos próximo post.

Depois do almoço partimos para o Parc Güell. Existem duas formas de chegar de metrô ao parque: a mais conhecida é descendo na estação Lesseps e depois fazendo uma caminhada de 20 minutos ladeira acima, chegando pela entrada principal, por baixo; outra opção é descer na estação Vallcarca e chegar no parque pela entrada lateral.

Usamos esta segunda opção que requer apenas 10 minutos de caminhada, mas tem subidas mais íngremes, auxiliadas por escadas rolantes ao ar livre em boa parte. A vantagem desta opção é chegar no parque pela parte de cima e ir conhecendo o mesmo de cima pra baixo…

Chegando no Parc Güell por cima

Chegando no Parc Güell por cima

Dica: se optar por fazer a entrada por cima como nós, aproveite para conhecer primeiro tudo que puder por ali, se estiver com tempo. Visite os mirantes e pontos mais altos primeiro e só depois siga rumo a parte principal. Acredite, você não vai querer subir as ladeiras de volta se descobrir que algo interessante ficou pra trás…

Com o clima favorável, ficamos aproveitando o sol no parque, que tem entrada gratuita e oferece vistas espetaculares da cidade.

Caminhos do Parque Güell com suas colunas inclinadas e retorcidas

Caminhos do Parque Güell com suas colunas inclinadas e retorcidas

O Parque foi todo projetado por Gaudí (pra variar) e abriga casas que parecem de brinquedo, viadutos e pórticos com colunas inclinadas e retorcidas que buscam harmonização com a extensa vegetação do local.

Tudo inspirado pela imaginação delirante de Gaudí, que inclusive morou no parque.

Especula-se que o banco da praça oval, já próximo à entrada no parque, seja o maior banco do mundo… a praça é toda rodeada pelo banco, que é decorado com mosaicos e tem formato ondulado, com vários “nichos” e uma vista pra cidade.

Vista do parque de dentro da praça oval

Vista do parque de dentro da praça oval

Vista da cidade a partir dos bancos da praça oval

Vista da cidade a partir dos bancos da praça oval

Ali pertinho fica a sala das 100 colunas, que na verdade tem um pouco mais de oitenta (não contei, consultei o google). E tiramos também algumas fotos na entrada com a famosa salamandra de mosaicos.

Sala das cem colunas ou Sala Hipostila

Sala das cem colunas ou Sala Hipostila

Famosa salamandra da entrada do parque Güell

Famosa salamandra da entrada do parque Güell

Escadaria e entrada principal do Parc Güell

Escadaria e entrada principal do Parc Güell

Vista para a Casa de Gaudí

Vista para a Casa de Gaudí

Tentamos visitar o Museu Casa de Gaudí, mas infelizmente ele estava fechado para restauração com previsão de abertura apenas para o dia 25. Então ficamos passando o tempo pelo parque dando voltas e admirando as construções e a natureza do lugar…

Com um pouco de disposição, dá pra subir bastante e apreciar a vista da cidade de diversos pontos diferentes do parque, que estava lotado de turistas aproveitando o dia de sol…

Vista para a praça oval e cidade ao fundo

Vista para a praça oval e cidade ao fundo

Vista para a entrada do parque

Vista para a entrada do parque

De lá descemos a ladeira em direção a estação Leisseps e retornamos em direção ao centro, desta vez rumo ao Bairro Gótico (ou Barri Gòtic) e a Catedral de la Santa Cruz e Santa Eulalia.

Passeando pelas ruas medievais do Bairro Gótico

Passeando pelas ruas medievais do Bairro Gótico

O Bairro Gótico é o local onde está localizado o centro histórico de Barcelona. É o bairro mais antigo da cidade e ganhou este nome pelo predominância do estilo gótico em suas construções.

No meio da moderna e vibrante cidade de Barcelona, este é o local onde podemos caminhar por vielas estreitas de aspecto medieval, que ainda conservam ruínas de muralhas romanas e casarões antigos.

No bairro também encontramos vários restaurantes, cafés, lojas de souvenirs e artesanato.

Muralhas Romanas no Bairro Gótico

Muralhas Romanas no Bairro Gótico

Catedral gótica de Barcelona

Catedral gótica de Barcelona

Detalhe do teto da Catedral em estilo gótico

Detalhe do teto da Catedral em estilo gótico

Parada pro café em frente a catedral

Parada pro café em frente a catedral

Depois de conhecer a catedral fizemos uma parada para um café na praça em frente a catedral. Vale a pena experimentar as tortas e sobremesas, curtindo o clima do lugar, com aquele visual ao fundo… sem o vento frio do fim da tarde deve ser ainda mais legal do lado de fora, nas cadeiras espalhadas pela calçada, mas ficamos no lado de dentro.

De lá partimos mais uma vez pra um passeio noturno pelas Ramblas, caminhando até o monumento a Cristóvão Colombo e depois retornamos procurando um bom lugar para jantar. No caminho, uma parada rápida no Mercat de Sant Josep, ou “La Boqueria”, como é conhecido o mercado.

Banca de chocolates da catalúnia no mercado "La Boqueria"

Banca de chocolates da Catalunha no mercado “La Boqueria”

Decidimos parar pra jantar na Plaça Reial, que é uma praça retangular cercada de restaurantes e bares, que fica bem animada a noite toda. Mesmo em plena segunda-feira, os restaurantes estavam bem movimentados.

Plaça Reial a noite

Plaça Reial a noite

Neste dia voltamos para o hotel cambaleantes pelas ruas de Barcelona, com a sensação de que deveríamos ter interrompido “os trabalhos” mais ou menos “dois tapas” mais cedo.

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Para conhecer todos os detalhes sobre Roteiro Itália e Espanha 2013 clique aqui. Para ver todos os posts clique aqui.

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