Santiago: Bate-volta a Valparaíso e Viña del Mar

SEGUNDA-FEIRA, 30 DE DEZEMBRO DE 2013

Como nosso grupo cresceu para 6 pessoas, ficou um pouco mais difícil alugar um carro para irmos até Valparaíso e Viña del Mar. Em cima da hora não conseguimos encontrar um carro que coubesse todo mundo e alugar 2 carros estava ficando difícil também, além de caro…

Então decidimos contratar um transporte particular. Lembrei de uma dica legal que recebi dos leitores do blog no post do planejamento da viagem e usei os contatos do post do blog Viagens em Foco que falava da van do Señor Humberto:
Opção Confiável de Transporte em Santiago

De manhã bem cedo ligamos para o Señor Humberto e felizmente encontramos um motorista disponível! Com tantas recomendações positivas, o Negócio do Sr Humberto deve estar prosperando, porque ele não pôde nos atender pessoalmente e indicou outro motorista, o senhor Angelo.

Choramos um pouquinho e ele fez um pequeno desconto… O preço ficou em 110.000 CLP para todo o grupo e o motorista ficaria a nossa disposição de 10:30h até as 19h para nos levar onde a gente quisesse… ou não.

No geral fomos atendidos muito bem, com um serviço que foi além do mero transporte de passageiros. O Angelo foi nosso guia turístico e nos atendeu com muita simpatia e presteza, mas deu umas “escorregadas” que nos deixou um pouco irritados em um certo momento do passeio. Contarei os detalhes mais adiante…

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As ruas do bairro da Providencia

Aproveitamos que ainda estava cedo e fomos, eu e Xará, caminhando até o escritório central da Ticketek para pegarmos nossos ingressos da festa de reveillon. Missão cumprida, ficamos esperando as meninas nos buscarem de van na Rua La Concepción e em seguida fomos até o Centro de Santiago buscar a Kelly e o Pablo.

Tickets na mão para nossa festa de ano novo,

Tickets na mão para nossa festa de ano novo,

Com todos a bordo o Angelo nos levou estrada a fora, contando um pouquinho sobre cada um dos pontos de interesse por onde passávamos, rindo com a gente e brincando numa viagem bem descontraída.
Como as cidades de Valparaíso e Viña del Mar são bem grandes e ninguém do grupo pesquisou detalhes sobre o que ver e como se locomover nestas duas cidades, fomos deixando por conta do Angelo o nosso roteiro, que ele parecia já ter todo planejado…

Vista para a Viña Veramonte

Vista para a Viña Veramonte

Depois de um tempinho de estrada chegamos em nossa primeira parada, que seria em uma vinícola no Vale de Casa Blanca. A Viña Veramonte.
Tinhamos ido na Concha y Toro no dia anterior e o resto do grupo não estava muito na vibe de vinícola, então decidimos seguir viagem sem entrar na vinícola. Nosso piloto, muito solícito, repetia em espanhol: “Nós sugerimos, mas o cliente pode fazer o que quiser. O cliente não é obrigado a fazer naaaada…”. #SQN

Mais um trecho de estrada, atravessamos o ultimo tunel sob a Cordilheira dos Andes e finalmente chegamos em Valparaíso, a cidade portuária histórica que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Muito diferente do que eu havia imaginado, a cidade é a terceira maior do Chile em termos de população. Como toda cidade de grande e médio porte, ela tem seus altos e baixos e sem um guia, provavelmente ficariamos perdidos em algum buraco. Chegando de ônibus, me pareceu ainda mais dificil circular pela cidade, por conta de suas ladeiras e grandes distâncias.

Monumento a produção de cobre chilena

Monumento a produção de cobre chilena

Arco triunfal no centro de Valparaíso

Arco triunfal no centro de Valparaíso

Fomos fazendo um tour pela janela da van e fizemos nossa primeira parada na Casa de Pablo Neruda, La Sebastiana. Infelizmente, como era segunda-feira, o museu estava fechado e tivemos que tirar umas fotos do lado de fora e ir embora. Deu pena dos turistas subindo aquelas ladeiras a pé em baixo de um sol de rachar a toa…

La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda

La Sebastiana, a casa de Pablo Neruda

Em seguida descemos o morro e partimos em direção a região do porto. Tiramos umas fotos na Plaza Sotomayor, comemos sorvetes e picolés para aplacar um pouco a fome e o calor.

Plaza Sotomayor - destaque para o Monumento a los Héroes de Iquique

Plaza Sotomayor – destaque para o Monumento a los Héroes de Iquique

Chiquita chilena posando de "Robert"

Chiquita chilena posando de “Robert”

Cuidado! Zona de ameaça de Tsunami

Cuidado! Zona de ameaça de Tsunami

Acho que esta serviço de guia turístico não deve ser de muita qualidade

Acho que esta serviço de guia turístico não deve ser de muita qualidade

Estátua de Cristóvão Colombo no porto de Valparaíso

Estátua de Cristóvão Colombo no porto de Valparaíso

As casinhas coloridas típicas de Valparaíso

As casinhas coloridas típicas de Valparaíso

O povo já estava faminto, mas o Angelo sugeriu que a gente visse tudo em Valparaíso e almoçasse em Viña, que era mais agradável. Então partimos em direção ao Cerro Artillería e para a famosa Paseo 21 de Mayo.

La em cima vimos o Museu Naval e Marítimo do Chile, barraquinas de artesanato e belos mirantes com vista para todo o porto e região da Grande Valparaíso, com vista para as praias de Viña del Mar e Reñaca.

A cambada toda junta no mirante da Paseo 21 de Mayo

A cambada toda junta no mirante da Paseo 21 de Mayo

Vista para o Porto de Valparaíso

Vista para o Porto de Valparaíso

Museu Naval e Marítimo do Chile

Museu Naval e Marítimo do Chile

Bela casa azul no alto do Cerro Artillería

Bela casa azul no alto do Cerro Artillería

Em seguida partimos em direção a Viña del Mar. A primeira parada foi obviamente o famoso relógio de flores…

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O famoso relógio de flores de Viña del Mar

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Detalhe do globo e das flores na praça do relógio

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Vista para o rio e pontes de Viña del Mar

A cidade estava super engarrafada e diferente do que pensamos, estava muito pior do que domingo por conta das festas de fim de ano. Fomos dirigindo pelas ruas congestionadas apreciando a paisagem da janela e planejando os pontos onde gostaríamos de descer pra ver de perto depois do almoço.

Vimos umas ruas bonitinhas e aglomerações de bares e restaurantes e pedimos para o motorista parar, mas parecia que seria difícil conseguir uma vaga… Então ficamos aguardando, enquanto o Angelo dava voltas e se enfiava em outra avenida engarrafada e se afastava cada vez mais.

Pedimos mais uma vez para ele tentar parar, dizendo que todos estavam desesperados de fome! E ele continuava rodando. A essa altura percebemos que ele não tinha nenhuma intenção de parar e estava nos ignorando. Ele tagarelava sobre pontos turísticos e ignorava nossos apelos.

Quando ele passou direto por mais um retorno e se manteve na via engarrafada, que não parecia ter fim, pedimos de forma mais explícita: “por favor, pegue o próximo retorno e vamos parar ali atrás para almoçar”.

Apenas neste momento ele resolveu nos avisar que não ia parar, pois estava indo para Reñaca, que segundo ele era muito melhor para almoçar. O lugar onde ele ia, ficava no outro extremo da Gran Valparaíso e teríamos que enfrentar todo aquele transito. E já passava das 15h.

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No restaurante Los Pomairinos

Argumentamos que estava muito engarrafado e queríamos ficar por ali mesmo, mas ele forçou a barra e nos levou até lá assim mesmo. Foi até o restaurante onde ele tinha o seu “esquema” e disse que a gente poderia ficar a vontade para escolher…

Esse é um dos motivos pelo qual eu evito contratar guias privados. Eles sempre empurram para os turistas os serviços dos seus parceiros, que na maioria das vezes é mais caro e de qualidade duvidosa.

Ele foi almoçar sozinho, de graça obviamente, para nos deixar a vontade e paramos para avaliar onde ficar. Na verdade tínhamos vários restaurantes ao redor, mas o povo estava tão faminto, que ninguém quis se aventurar na busca de outro local e acabamos ficando por ali mesmo.

O nome do restaurante era Los Pomairinos. A vista era bonita, a comida era boa, mas nada demais… O serviço foi super lento e eles não tinham mais disponível um monte de coisas do cardápio. Como a fome deixa todo mundo de mau-humor, nossa percepção de tudo foi bem pior.

A conta foi bem maior do que a dos jantares dos dias anteriores, mas sem vinho nem sobremesa… Demoraram séculos para ir recolher o pagamento e fomos direto no caixa… Só então fomos informados de que eles não estavam aceitando cartão de crédito!

Pagamos quanto tínhamos e o resto foi pago com o dinheiro que estava reservado para o pagamento do Angelo. Depois ele combinou que pararíamos num caixa eletrônico na cidade. De estômago forrado, tentamos abstrair aquela “pisada de bola” e prosseguimos com o passeio.

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Vista para a praia de Reñaca

Fomos a praia de Reñaca, mas como ela é imprópria pra banho, ficamos apenas molhando a canela nas águas do Oceano Pacífico e apreciando a paisagem… Muito legal o visual das casas formando uma espécie de escada subindo a encosta na beira da praia!

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Praia de Reñaca – Ao fundo os prédios em forma de escada

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Praia de Reñaca

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Canteiro de flores na Praia de Reñaca

Depois partimos para o centro de Viña del Mar e fizemos paradas rápidas em pontos estratégicos: Cassino, Museu Fonck e Mirante Pablo Neruda.

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Casino Viña del Mar

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Interior do Casino Viña del Mar

Como esperado, o museu estava fechado, pois era segunda-fera. Mas pelo menos pudemos ver a estatua do Moai que fica do lado de fora e é o único original fora da Ilha da Páscoa.

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O belo prédio do Museo de Arqueología e Historia Francisco Fonck

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Entrada do Museo Fonck e o legítimo Moai da Ilha de Páscoa

Depois dessas pequenas paradas, descemos no Mirador Pablo Neruda para admirar a vista da cidade mais uma vez, tiramos algumas fotos juntos e partimos de volta para Santiago, pois já eram 19h e o passeio tinha chegado ao fim…

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Mirador Pablo Neruda

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Mirador Pablo Neruda – Vista para a cidade de Viña del Mar

A noite, muito cansados, fomos direto para num barzinho ficava perto do hotel (esqueci o nome), jantamos e encerramos nossa noite sem muito agito.

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Barzinho a noite na Providencia

No dia seguinte faríamos nossa peregrinação pelo Centro de Santiago e a noite teríamos a tão aguardada festa de reveillon!
___
Para mais detalhes sobre o roteiro de 4 dias em Santiago, clique aqui. Para ver uma lista com todos os posts sobre este roteiro, clique aqui.

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4 pensamentos sobre “Santiago: Bate-volta a Valparaíso e Viña del Mar

  1. Quando eu falei com o Humberto, ele ainda tinha o dia 30 em aberto. De qualquer forma, que pena que teve este deslize no passeio de vocês. Bom, eu já sabia que o tour ia ser meio corrido e não daria para ver tudo. Todo tour é assim, né? Além do mais, como fomos no dia 31, as cidades estavam cheias, tinha ruas interditadas e alguns lugares estavam fechados (como os museus Naval e Fonck). O itinerário foi quase igual ao que fizemos com o Humberto, só que saímos de manhã cedo para não pegar trânsito e almoçamos no Club Arabe (vista linda, comida ok e mais caro que outros lugares – meio pega turista, mas tudo bem). O trânsito pra Reñaca também estava péssimo, então dissemos pra ele que não precisava ir até lá. Ele entrou numa rua de retorno e parou para a gente ir até a praia da Av. San Martin. No geral, foi muito bom! Acho que dificilmente conseguiria fazer as duas cidades por conta própria.
    Mas vocês pagaram só 11.000 pesos ou faltou um 0?

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    • Ih… Obrigado pela dica! Já corrigi no post. Heheh
      Na verdade pagamos 110.000 CLP. Tava faltando um zero. Vc pagou quanto?

      No geral o tour foi bom, o Angelo era gente boa e tinha um conhecimento legal do lugar. O que me irritou um pouco foi o fato de que ele tinha um itinerário planejado e forçou a barra para que a gente não mudasse absolutamente nada. E a principio a gente tinha contratado um motorista, não um tour…
      Mas tudo bem! Como vc disse… Eu não conheceria nem metade do que vi se estivesse por conta própria e para um bate-volta foi excelente.

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      • Eu paguei 120.000. Nem pedi desconto, já estava feliz por ter conseguido marcar com ele. Todo mundo concordou. A Turistik estava cobrando 60 dólares por pessoa e em tour compartilhado, então achei o preço bom.

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  2. Boa tarde. Gostaria de deixar aqui meu relato sobre a região de Cajón del Maipo, que foi o local mais bonito que visitei no Chile e é ainda pouco conhecido dos brasileiros.
    O lugar mais bonito que eu fui nos arredores de Santiago. De carro deve ser aproximadamente 1h a 1:30h até a cidade de San José del Maipo.
    Da cidade pega-se uma estrada em direção ao vulcão de San José del Maipo para chegar até Embalse el Yeso, que é uma represa que abastece Santiago e que tem um lago lindo.
    Na outra direção tem uma estrada para Baños Colinas e Baños Morales. Eu optei ir a baños colinas que é muito mais bonito, apesar de bem mais longe. Os baños colinas são piscinas naturais abastecidas com água que sai a 60º Celsius. Essa água é quente por passar pelo vulcão da cidade. é um local muito bonito.
    Porém tanto para Embalse El Yeso como para Baños Colinas a estrada é de terra depois que passa do centro de San José del Maipo. Cada uma das estradas tem aproximadamente 33 km de terra e portanto eu não aconselho a irem por conta própria, já que não tem ônibus que deixe perto e carro alugado só se for bem alto, pois senão é muito arriscado.
    Aconselho a ir por uma agência. Em geral as agências não realizam os dois passeios no mesmo dia, mas eu dei a sorte de conhecer o Maurício Tapia Navarrete, que é quem agencia a entrada a baños colinas (valor da entrada: 8 mil pesos chilenos).
    O Maurício fez um preço camarada e buscou a mim e a minha família numa Caravan ( carro alto e extremamente confortável, no qual cabem umas 9 pessoas). Saímos as 6: 45 h da manhã do hotel, fomos direto para o Embalse El Yeso, paramos para fotos. Depois fomos para baños colinas, entramos na água e depois almoçamos numa pensão lá perto. Comida deliciosa, apesar do local ser bem simples. Pagamos 4500 pesos por uma refeição completa, que incluía caldo de frango de entrada e de prato principal frago cozido no vapor ( pechuga de pollo ao jugo) acompanhado de arroz e salada. Para quem não quisesse almoçar, eles vendiam empanadas gigantes assadas no forno a lenha e muito gostosas de pino (carne) e queijo na faixa de 1500 pesos.
    Super recomendo esse passeio. No local é bem frio, então recomendo levarem casaco, pois está abaixo da cordilheira dos Andes.
    Uma outra curiosidade é que Baños colinas faz fronteira com Mendoza, na Argentina. São aproximadamente 7 km apenas de cavalo entre as duas.
    Então a minha dica é: vão com o Maurício que é supergentil, e no dia nos buscou e nos deixou no hotel por volta das 17 h .No dia o motorista foi o Alejandro, supersimpático também. O Maurício adora o Brasil e os brasileiros.

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