Buenos Aires: chegando pela Colonia Express, visita guiada a Casa Rosada, Catedral e Recoleta

DIA 09 DE FEVEREIRO DE 2014
Enfim chegamos em Buenos Aires… Nas próximas linhas eu conto como foi nossa viagem de barca a partir de Colonia del Sacramento e nosso primeiro dia em Buenos Aires. Na chegada fizemos uma visita guiada na Casa Rosada, conhecemos a Plaza de Mayo, a Catedral Metropolitana e o Café Tortoni. E mais tarde tivemos um gostinho do bairro da Recoleta com uma visita ao Centro Cultural da Recoleta.

Para ver todos os posts do roteiro Uruguai e Argentina 2014, clique aqui. Para ver o post com o roteiro completo da viagem, clique no link a seguir:
Roteiro de 12 dias no Uruguai e Argentina: dicas, índice de posts e um resumão da viagem

Estação das Barcas de Colonia del Sacramento

Estação das Barcas de Colonia del Sacramento

O terminal de barcas em Colonia del Sacramento é bonito e espaçoso. A estrutura me surpreendeu bastante, principalmente se levarmos em conta o tamanho da cidade. Optamos pela companhia Colonia Express, que tinha os melhores preços.

Lá no terminal me pareceu que o pessoal da Buquebus era mais organizado, porque durante um bom tempo não havia nenhum funcionario da Colonia Express para dar noticias sobre a viagem e quando a barca chegou, nos fizeram descer um lance de escadas enorme de forma meio desordenada, arrastando malas e nos dirigimos para um outro pier que parecia abandonado. O grupo foi andando em fila indiana por um longo trecho neste local esquisito, até que chegamos nas barcas… Já acomodados a má impressão se foi, porque a partir dali a viagem foi tranquila e confortável.

Barca da Colonia Express

Barca da Colonia Express

Outra desvantagem da Colonia Express é que o ponto onde descemos na chegada a Buenos Aires é bem mais distante, num local meio ermo onde ficamos a mercê dos taxistas que fazem fila por ali, sem muitas alternativas.

Ali não havia nenhuma opção para trocarmos pesos argentinos, então tivemos que negociar a corrida de taxi em Reais. Nosso taxista fixou o preço em R$50 até a Recoleta, o que eu já sabia que era um absurdo de caro, mas como estávamos sem pesos argentinos, cheios de malas e doidos pra chegar no hotel logo, aceitamos sem negociar. Turistas recém chegados são sempre uma presa fácil…

Eu e Elisa ficamos hospedados nos Sileo Hotel Boutique Cultural e a Priscila ficou no Dazzler Recoleta. Ambos muito bem localizados, a uma quadra de distancia um do outro e colados no Cemitério da Recoleta. Em qualquer outro lugar do mundo pode parecer péssimo, mas em Buenos Aires estar perto do cemitério é chique. Vai entender…

Nosso quarto em Buenos Aires - Sileo Hotel

Nosso quarto em Buenos Aires – Sileo Hotel

O quarto do SIleo Hotel tem até uma pequena cozinha atrás do armário

O quarto do SIleo Hotel tem até uma pequena cozinha atrás do armário

Como chegamos num domingo, tínhamos pouco tempo para aproveitar algumas atrações que não estariam abertas durante a semana, como por exemplo, a Visita guiada a Casa Rosada e a feirinha de San Telmo. Optamos por começar o passeio pela Casa Rosada, que fica aberta ao público apenas sábados, domingos e feriados e esta seria, portanto, nossa única chance.

Uma desvantagem de chegar no domingo foi encontrar boa parte do comércio fechado. Segundo o cara da recepção do hotel, seria dificil encontrar uma casa de cambio aberta e as únicas opções seriam no Recoleta Mall, a poucos metros dali. No entanto estas casas usam o cambio oficial, que é sempre desfavorável. Por recomendação dele, fomos a um supermercado chinês, que comprava reais e dólares ali perto.. A taxa não foi muito melhor do que a oficial, mas era o que tínhamos disponivel, então trocamos o suficiente para pagar alguns taxis e partimos pro centro depois de nosso primeiro contato com o cambio negro.

Pegamos um taxi e fizemos nossa primeira parada na Plaza de Mayo.

Plaza de Mayo e ao fundo a Casa Rosada

Plaza de Mayo e ao fundo a Casa Rosada

Plaza de Mayo e ao fundo "El Cabildo"

Plaza de Mayo e ao fundo “El Cabildo”

Playa de Mayo - Palco de manifestações e protestos

Playa de Mayo – Palco de manifestações e protestos

Como estávamos famintos, fomos procurar um lugar pra almoçar antes da visita guiada. Caminhando pela avenida de Mayo nos deparamos com uma espécie de manifestação artistico-ecológica… Árvores, plantas, flores e homens em macacões de operários fazendo alpinismo numa escultura gigante coberta de vegetais.

Espécie de máquina verde, coberta de plantas.

Nem me pergunte o que é isso, porque também não sei

Demoramos pra achar um restaurante naquela confusão e acabamos entrando em um dos primeiros restaurantes que encontramos: “El Cabildo de Buenos Aires”.

A experiência foi péssima e foi um choque cultural total!
Depois de toda a simpatia e eficiência que experimentamos nos restaurantes uruguaios, nosso comitê de boas vindas na argentina foi bem diferente:
Sentamos e ficamos um bom tempo esperando atendimento, então sinalizei com o braço para um dos caras que estava no balcão… Daí um garçom chegou na nossa mesa esbravejando “somos poucos garçons aqui, vocês tem que ter paciência” e arremessou os cardápios (grandes, de couro) em nossas mesas, virou as costas e foi embora. A vontade foi levantar e ir embora, mas como estávamos famintos, resolvemos ficar.

Pedimos nossos pratos e o garçom anotou nossos pedidos com uma expressão cínica no rosto, meio desconfiado da gente. Os pratos demoraram e chegaram quase todos errados (1 estava certo). Comemos assim mesmo, pois o horário da visita guiada poderia acabar.

No fechamento da conta me dei o trabalho de verificar e constatei que todos os pratos estavam com valores adulterados. Pouca coisa, em torno de 10%, mas estavam todos mais caros… Chamei o garçom, mostrei os erros e ele alegou que não tinha nada a ver com isso porque o pesssoal do caixa era quem fechava, bla bla bla. Fez o ajuste e pelo menos teve o bom senso de não perguntar se eu pagaria pelo serviço.

De lá partimos para a Casa Rosada.

Casa Rosada - "El Palacio del Gobierno"

Casa Rosada – “El Palacio del Gobierno”

Não sei se havia visita em português, mas isso não foi ofertado. Pegamos uma senha e formamos uma fila com um grupo de aproximadamente 20 pessoas e depois de um pequeno atraso, partimos para a Visita Guiada.

Programe-se: As visitas acontecem as sábados, domingos e feriados, de 10h as 18h com várias saídas a cada 10 minutos e cada visita dura em torno de uma hora. Mais detalhes no site do governo argentino.

Visita guiada a Casa Rosada - Pinturas de artistas famosos

Belas obras de arte de pintores famosos decoram a Casa Rosada

Fiquei bastante impressionado com toda a experiência. É realmente difícil de acreditar que durante a semana aquilo seja um local de trabalho… A visita foi muito organizada, profissional e o Palácio do Governo é realmente muito bonito. O mobiliário, decoração, obras de arte e todo o conjunto arquitetônico são de cair o queixo.

A sala das grandes mulheres argentinas

A sala das grandes mulheres argentinas

Os jardins e fontes internas da Casa Rosada

Os jardins e fontes internas da Casa Rosada

Visita guiada a Casa Rosada - Salões internos

Visita guiada a Casa Rosada – Salões internos

Visita guiada na Casa Rosada - Salões internos

Visita guiada na Casa Rosada – Salões internos

O salão dos espelhos é um dos mais bonitos da Casa Rosada

O salão dos espelhos é um dos mais bonitos da Casa Rosada

Escadarias da Casa Rosada e mais uma "manada" de turistas

Escadarias da Casa Rosada e mais uma “manada” de turistas

Sem a pressão da fome e do horário da visita, paramos para algumas fotos na Plaza de Mayo. Nesse ponto eu já estava com aquele sotaque porteño na cabeça. Demorei um tempo pra entender que Revolución de “Macho” não era uma guerra onde mulheres eram proibidas ou coisa parecida… O jeito chiado de pronunciar o “y” e o “ll” soa engraçado no início, mas com o tempo a gente vai acostumando.

O belo prédio do Banco de La Nación Argentina

O belo prédio do Banco de La Nación Argentina

Jardins da Plaza de Mayo

Jardins da Plaza de Mayo

Em seguida fomos até a Catedral Metropolitana, pertinho dali, que tem uma arquitetura bem interessante, que se parece com o Pantheon Romano.

A Catedral Metropolitana de Buenos Aires

A Catedral Metropolitana de Buenos Aires

O interior da Catedral Metropolitana de Buenos Aires

O interior da Catedral Metropolitana de Buenos Aires

O Mausoléu do General San Martín

O Mausoléu do General San Martín

Detalhe da cúpula do Mausoléu do General San Martín

Detalhe da cúpula do Mausoléu do General San Martín

Saindo de lá, seguimos novamente pela Avenida de Mayo (ou de “Macho”) e fizemos uma parada no tradicional Café Tortoni. Estava bem cheio e tinha até uma fila na entrada. Muita gente tentava entrar só pra fotografar, mas pra entrar tinha que ser cliente e o cara que controlava a entrada não relitava em enxotar os turistas mais abusados.

Comemos uns churros com chocolate e café e partimos…

Uma parada no tradicional Cafe Tortoni

Uma parada no tradicional Cafe Tortoni

Café Tortoni

Café Tortoni

Mais tarde desembarcamos na agitada esquina da Rua Vicente Lopes com Junín e fizemos uma caminhada pelas redondezas do Cemitério, fazendo uma parada no Centro Cultural da Recoleta, onde entre outras coisas, estava rolando uma exposição de fotografias de Vinicius de Moraes, com muitas imagens do Rio de Janeiro e até um painel enorme com numa sala com areia no chão que tentava dar ao visitante a sensação de estar na praia de Ipanema. Foi bacana e deu até saudades de casa…

Esposição de fotos de Vinícius de Moraes no Centro Cultural da Recoleta

Me sentindo em casa com Vinícius… Saravá!

A noite voltamos para a mesma região e jantamos no barzinho Puerte Zuelo, onde tomamos umas bebidas metidas a besta e comemos umas porcarias não-típicas, pra variar um pouco. O atendimento foi legal e a surpresa foi que eles aceitavam pagamento em Reais (claro), mas o câmbio era muuuuito melhor que o oficial. Eu quase voltei lá só pra trocar dinheiro, porque valia muito a pena. Enquanto o câmbio oficial estava em $3.20, eles estavam fazendo por $5.50!!!

O bar Puerto Zuelo... Boa bebida e ótimo câmbio

O bar Puerte Zuelo… Boa bebida e ótimo câmbio

Uns bons drinks...

Uns bons drinks…

Segundo o garçom, o chefe deles estava querendo passar férias em São Paulo… No inicio achamos que era piada (o valor, não o fato dele querer ir pra São Paulo), mas era isso mesmo. O câmbio deles era melhor do que da Calle Florida!

E por falar nisso, a Calle Florida fez parte do roteiro do dia 10. Aguardem o novo post desta viagem com essa e outras histórias!
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Clique no link a seguir para ver o post com o roteiro completo da viagem de 12 dias no Uruguai e Argentina. Para ver todos os posts deste roteiro que passou por Punta del Este, Montevidéu, Colónia del Sacramento e Buenos Aires, clique aqui.

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2 pensamentos sobre “Buenos Aires: chegando pela Colonia Express, visita guiada a Casa Rosada, Catedral e Recoleta

  1. 50 dilmas de Puerto Madero até a Recoleta?! Realmente é extorsão.
    Essa coisa de chiar ou não me dá um nó na cabeça, já que meu espanhol não é lá uma Brastemp. Eu chiava, fui pro Chile e parei. Agora, depois de ser corrigido pelo motorista, voltei a chiar. A família de mexicanos amiga da minha irmã diz que o espanhol chileno é o mais bonito e o argentino é o mais feio. Aliás, descem a mão no espanhol da Argentina. Mas eles falam quase que nem os argentinos. Hahahaha!
    Já estou morrendo de saudade do sorvete do Volta.

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    • Alexandre,
      Essa extorquida da barca pra Recoleta foi tranquila, porque eu sabia que o cara estava metendo a mão antes de entrar no carro… pior foi um cara que ligou um taximetro adulterado e ficou dando voltas com a gente. O que a gente faz quando percebe que estão nos roubando? Tentei constranger o cara, mas não consegui muito. Tive que engolir e ir até o final, mesmo depois de perceber o golpe. O cara cobrou $120 do centro a Villa Crespo. Mas tudo bem… faz parte.

      O sotaque do chileno é mais bonito mesmo! Nunca fui ao México, mas com o que conheço de música, filmes e das aulas de espanhol, tenho a impressão de que o deles é um dos mais fáceis de entender. Me soa mais “limpo”… Os mais difíceis de entender são os porteños e os madrileños!

      E esse negócio de falar mal do sotaque argentino é verdade. Aliás, aki na América do Sul todo mundo fala mal de argentino. É impressionante!

      PS: Não comi o sorvete Volta. Só o Freddo mesmo…

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