Buenos Aires e “Los Bosques de Palermo”: Zoológico, Rosedal e Jardín Japonés

DIA 13 DE FEVEREIRO DE 2014
Neste post vou contar como foi nosso último dia inteiro em Buenos Aires, quando passeamos pela região conhecida como Bosques de Palermo. Viaje com a gente pela Praça Itália, o Zoológico, Plaza Serrano e o Palermo Soho, Parque Tres de Febrero, Paseo El Rosedal, Planetário Galileo Galilei e o Jardim Japonês.

Ah! Antes que me esqueça… Vou deixar para um post separado o nosso relato sobre a casa de Tango El Querandí, na noite do mesmo dia.

Para ver todos os posts do roteiro Uruguai e Argentina 2014, clique aqui. Para ver o post com o roteiro completo da viagem, clique no link a seguir:
Roteiro de 12 dias no Uruguai e Argentina: dicas, índice de posts e um resumão da viagem

Começamos o dia descendo na Plaza Itália, que é um ponto central em Palermo e fica em frente ao Zoológico de Buenos Aires.

A entrada no Zôo custa em torno de R$25 e dá direito ao passeio de barco e visitas ao aquário, reptilário e aviário. Ele fica aberto de terça a domingo, incluindo feriados com bilheteria de 10h as 17h. Mais do que um local para vermos de perto animais silvestres, o zoológico na verdade é um grande parque, com lagos artificiais e belas paisagens…

Lago na entrada do Zoológico de Buenos Aires

Lago na entrada do Zoológico de Buenos Aires

Achei o zôo bem organizado, a paisagem bem cuidada, as jaulas dos animais espaçosas e os animais ativos e vistosos, muitas vezes interagindo com os visitantes e permitindo fotos bem legais.

Zoológico de Buenos Aires - Urso Marrom

Zoológico de Buenos Aires – Urso Marrom

O cheirinho da jaula dos elefantes vai longe

O cheirinho da jaula dos elefantes vai longe

As simpáticas girafas gostam de interagir com os turistas

As simpáticas girafas gostam de interagir com os turistas

Escultura de gosto duvidoso no Zoológico de Buenos Aires

Escultura de gosto duvidoso no Zoológico de Buenos Aires

No geral o passeio pelo Zoológico não oferece grandes surpresas pra quem já foi a algum outro grande zôo uma vez na vida. Vale pelo passeio no parque e pelo fato de estar tão próximo das outras atrações da cidade.

Há quem prefira visitar o Zoológico de Luján, que fica a 68 km do centro de Buenos Aires e oferece uma experiência única de contato direto com os animais, sendo possível acariciar leões e tigres, como se fossem gatinhos domésticos. Mas 2 fatores nos fizeram desistir da visita:
1) a distância, que ia exigir mais tempo e planejamento
2) os inúmeros relatos sobre as condições precárias do lugar e maus tratos aos animais.

Afinal, é difícil acreditar que seja possível uma criança abraçar um leão como se ele fosse um poodle, sem que ele esteja MUITO dopado. Abaixo coloco 2 posts legais com visões opostas sobre o lugar, para que cada um tome sua própria decisão:

Meus Roteiros de Viagem:
Buenos Aires: Leões e Tigres na visita ao Zoo Luján

Viaje na Viagem:
Zoológico de Luján: por que não recomendamos a visita

Fazendo agora uma retratação, afinal eu não visitei o Zoológico de Luján e tirei minhas conclusões com base em comentários “apaixonados” que li na web, coloco em destaque aqui o comentário do leitor Alexandre, que esteve lá e gostou muito da experiência: Clique aqui para ler.

De lá seguimos nosso passeio, meio perdidos no meio de tanto verde, a procura do Jardim Japonês… Fizemos algumas paradas para fotos nos lagos artificiais.

Bosques de Palermo

Os lagos artificiais..

Os lagos artificiais dos Bosques de Palermo

…dos Bosques de Palermo

Chegando no Jardim Japonês vimos que na bilheteria eles só aceitavam pagamento em Pesos Argentinos ou VISA. Depois de várias tentativas na maquininha do cartão que não funcionava de jeito nenhum, a menina da bilheteria, num mau-humor de dar gosto, dispensou a gente com alguns grunhidos e rosnados de impaciência.

Desistimos de entrar e decidimos ir embora. Bem ali perinho, segundo nossos mapas, fica o Museu de Evita Perón, mas como estavamos sem “cash” e famintos, decidimos seguir até Palermo Soho para almoçar. Descemos na Plaza Serrano, onde há uma concentração legal de bares e restaurantes.

Andamos pelas redondezas e decidimos parar no Restaurante Meridiano 58. O atendimento foi legal e a comida estava boa, mas o que nos chamou a atenção foi o garçom cambista…

Ele ficou de mesa em mesa se oferecendo para comprar Reais ou Dólares, alegando que queria viajar para o Brasil, como já tínhamos ouvido antes. Ele insistia com os turistas e negociava taxas e como a gente estava precisando de alguns pesos, acabamos trocando com ele, mesmo com uma taxa meio ruim (se comparado a Calle Florida, claro).

O mais surreal foi pedir a conta e receber aquele caderninho de couro recheado de dinheiro.

Até hoje eu não sei se este tipo de transação é legal por lá, mas tudo é tão descarado que eu ficava sem jeito. Não é de se admirar que o Peso esteja tão desvalorizado… Nem os argentinos querem usar o dinheiro deles! A circulação de moeda estrangeira é tão grande que parece que o Peso não é mais a moeda oficial. Eu estive lá por uma semana e nem me lembro qual era a cor da cédula deles…

Parque Tres de Febrero - Entrada do Paseo El Rosedal

Parque Tres de Febrero – Entrada do Paseo El Rosedal

Enfim… Depois deste momento, voltamos para o ponto de partida, rumo ao Parque Tres de Febrero. O Parque tem uma área verde bem legal e em seu entorno há várias opções para aluguel de bicletas, patins e similares.
É lá também o lugar onde fica “El Rosedal”, que é grande área reservada para cultivo de rosas ornamentais, ou seja, um grande e bonito Roseiral.

Quando chegamos lá uma chuva fininha começou a cair, mas nem nos incomodamos. Ficamos ali admirando a paisagem e circulando por entre aquelas lindas flores coloridas. Como uma imagem vale mais do que mil palavras, vou mostrar aqui um pouquinho do Rosedal e deixar que suas cores falem por ele…

Lagos artificiais no Parque Tres de Febrero

Lagos artificiais no Parque Tres de Febrero

Priscila em mais uma foto clássica de banquinho e flores, no Rosedal

Clássica foto do banquinho rodeado de flores, uma com a Pri…

Eu e Elisa curtindo as cores do Rosedal

… e outra comigo e Elisa

El Rosedal e suas flores

El Rosedal e suas flores

As cores e aromas das lavandas completam a paisagem do Rosedal

As cores e aromas das lavandas completam a paisagem do Rosedal

Rosas e mais rosas...

Rosas e mais rosas…

Pra finalizar o festival de cores do Rosedal...

Pra finalizar o festival de cores do Rosedal…

Belos jardins, rosas e lagos artificiais compõe a paisagem do Rosedal

Belos jardins, rosas e lagos artificiais compõe a paisagem do Rosedal

Depois da overdose de rosas, ensaiamos um aluguel de bicicleta, mas como já estava meio tarde e estavamos cansados e já querendo partir, desistimos. Fizemos nossa última parada no Planetário Galileo Galilei, antes de voltarmos ao Jardín Japonés. Havia uma fila de espera enorme com pessoas aguardando o horário da visita seguinte.

Planetário Galileo Galilei

Planetário Galileo Galilei

Resolvemos ficar apenas do lado de fora… No segundo andar existe uma pequena exposição aberta ao público com uma amostra de experimentos para crianças com base em eletricidade, magnetismo, refração, condução de calor e outros. Ficamos um tempinho ali brincando como criamças grandes e mais tarde seguimos para o Jardín Japonés.

Vista geral do Jardín Japonés

Vista geral do Jardín Japonés

Jardín Japonés

Jardín Japonés

O lugar é bem bacana e merece uma visita sem pressa, para recuperar as energias. No meio do caos da cidade, no Jardim Japonês é possível nos isolarmos do mundo. Ali deve-se sentar, meditar e relaxar…

Técnicas japonesas no cultivo de árvores embelezam o Jardín Japonés

Técnicas japonesas no cultivo de árvores embelezam o Jardín Japonés

Ao fundo a ponte do Jardín Japonés

Ao fundo a ponte do Jardín Japonés

De volta a Recoleta, decidimos fazer uma parada para o café mais demorada, fazendo um lanche e comendo uma sobremesa mais “arrumada” em substituição à janta. A gente precisava partir para a Casa de Tango entre 21h e 21:30h, então nosso café foi reforçado, a base de media-lunas e dulce de leche no tradicional Café La Biela.

Na entrada do Café La Biela, essa escultura nos assustou algumas vezes

Na entrada do Café La Biela, essa escultura nos assustou algumas vezes

O último café em Buenos Aires foi no tradicional "La Biela", na Recoleta

O último café em Buenos Aires foi no tradicional “La Biela”, na Recoleta

Eu, no Café La Biela

Eu, no Café La Biela

Mais tarde, finalmente partimos para nosso show de Tango no restaurante/casa-de-tango “El Querandí”. Aguarde nosso próximo post para conhecer os detalhes desta experiência e ver o que achamos do espetáculo!
Na versão com vitórias e derrotas, obviamente…
___
Clique no link a seguir para ver o post com o roteiro completo da viagem de 12 dias no Uruguai e Argentina. Para ver todos os posts deste roteiro que passou por Punta del Este, Montevidéu, Colónia del Sacramento e Buenos Aires, clique aqui.

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2 pensamentos sobre “Buenos Aires e “Los Bosques de Palermo”: Zoológico, Rosedal e Jardín Japonés

  1. Vou fazer dois comentários em um só, ok? Hahaha.

    Primeiro sobre o tango. Fui no Esquina Carlos Gardel, que também é um meio termo entre o tango de raiz e o Broadway, embora todos sejam espetáculo para turista ver. É elegante, bonito e tudo mais, o que me incomodou é o que acontece em todas as casas: a chegada do garçom para pedir a gorjeta e o excesso de números cantados. Não estragaram a noite, mas os cantores parecem forçados e o garçom chegou no clímax do espetáculo.
    Comprei a noite de tango (transfer + jantar + espetáculo) por cerca de 50 dólares com uma agência local. Uma economia de 90 dólares se comparado com o valor do site. E fiquei num dos melhores lugares, mas acho que isso foi sorte.

    Agora Luján. Eu já comentei no post do VnV, até porque fui no mesmo período que a autora e o que encontrei foi exatamente o oposto. Já sabia que não era um zoológico tradicional, mas algo como uma chácara, então esperava lama (choveu nos dias anteriores) e cheiro ruim. O cheiro ruim vinha só dos bodes e cabras, de resto, era como imaginava. Os animais não são dopados, pelo contrário, são bem ativos. A visitação é suspensa temporariamente quando eles estão muito agitados. Mas são felinos, eles são mais ativos à noite e desde que nascem são domesticados pelos criadores e cães.
    A visita é controlada e os cuidadores passam instruções de como se comportar e como mexer no animal. Aliás, eles são os que mais se preocupam com o bem estar dos animais. Embora seja tentador, não pode abraçar. Nem os filhotes. Apenas maiores de 16 anos podem entrar nas jaulas. O Zoo de Luján tem um importante banco genético de felino, eles deviam divulgar mais essa parte educacional e de pesquisa.
    A visita só vale a pena se você for passar muito tempo em Buenos Aires, pois, como você disse, é longe pra burro. O bom é ir bem cedo, assim, lá pras duas você já está de volta. Ir de ônibus comum é super simples e bem mais barato que ir com agência. Não vale a pena ir com criança, em fim de semana e se tiver medo de entrar nas jaulas, porque essa é a única atração de lá.

    Abraço!

    PS: O Rosedal é lindo mesmo!

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    • Alexandre, muito obrigado pela contribuição!!
      Vou colocar uma atualização no post mencionando sua experiência, pois acho importante uma visão como esta… Muita gente deve desistir do passeio (como eu) com base em opiniões daqueles que julgam mal o lugar, mesmo sem conhecer.
      Abraço!

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