Chapada dos Veadeiros e Brasília: Roteiro de 6 dias pelas maravilhas do cerrado

Vamos apresentar aqui um roteiro imperdível que mescla um pouco daquilo que o cerrado brasileiro tem de melhor: de um lado as cachoeiras, rios, cânions, matas e todo o clima esotérico e natureba do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, Patrimônio Natural Mundial. De outro, a primeira cidade fundada no século XX a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural pela UNESCO, a cidade monumento, nossa Capital Federal, Brasília.

Recentemente, nós cariocas fomos brindados com um feriadão que emenda Tiradentes (dia 21/04) com São Jorge (dia 23/04). No ano de 2014 este feriadão ficou ainda melhor, pois caiu coladinho com a Semana Santa (de 18 a 20/04).

Foram 6 dias e 6 noites partindo do Rio de Janeiro para a Chapada dos Veadeiros, com uma parada em Brasília na ida e outra na volta, quando eu e minha esposa aproveitamos para conhecer um pouquinho da nossa Capital Federal. Ficamos muito impressionados e surpresos com Brasília, que certamente merece muito mais do que um dia de visita… Mas ficamos mais maravilhados ainda com as belezas da Chapada dos Veadeiros!

Vista panorâmica da Cachoeira das Cariocas

Vista panorâmica da Cachoeira das Cariocas

Conto tudo aqui neste post e como de costume, vou criando posts específicos com detalhes de cada dia ao longo das semanas, com links aqui no roteiro. Quem curte Ecoturismo e Aventuras, não pode perder. Quem é mais urbano e gosta de arquitetura, também não!

01 Brasília DF (7)01 Brasília DF (15)

QUANDO VISITAR A CHAPADA

Vista para o Cânion 2, pouco antes da chuva

Vista para o Cânion 2, pouco antes da chuva

O período de seca na Chapada se estende de maio a outubro e o período de cheia compreende os meses entre novembro e abril.

Dizem que a Chapada pode ser visitada o ano inteiro, mas eu recomendaria evitar o período de cheias, a não ser que você tenha alugado uma 4X4 pra rodar nas estradas de terra enlameadas e também curta esportes mega-radicais como surfe em tromba d’água!

Nós pegamos o finalzinho do período de cheia e felizmente pegamos pouca chuva e posso dizer que não foi muito divertido ver o nível do rio subindo visivelmente enquanto eu tomava banho na cachoeira do Canion 2. A trilha embaixo de chuva também não foi muito divertida. Foi tenso…

COMO CHEGAR E COMO SE LOCOMOVER NA CHAPADA DOS VEADEIROS
A entrada do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizada em Vila de São Jorge, que fica a 36km de Alto Paraíso de Goiás. Apesar de estar no estado de Goiás, a maneira mais fácil de chegar na Chapada é através da Cidade de Brasília, o que permite um pit-stop sensacional pela Capital Federal e também facilita muito o acesso pela grande oferta de vôos.

Estrada principal de acesso a Vila de São Jorge

Estrada principal de acesso a Vila de São Jorge

A melhor maneira de chegar lá é alugando um carro, pois além do percurso total de 260km de Brasília até o Parque, você vai precisar pegar longas estradas de terra para acessar qualquer uma das atrações da Chapada dos Veadeiros e pra isso, vai precisar de um carro ou fazer tudo através de uma empresa de turismo local.

De acordo com informações do site do ICMBio, o acesso a Vila de São Jorge é feito pela BR-020, em direção à Formosa. No trevo, você deve pegar a BR-010, sentido Alto Paraíso. Após cruzar a divisa do Distrito Federal com Goiás, a BR-010 passa a se chamar GO-118. Chegando a Alto Paraíso, você já pode ficar por ali mesmo, mas se quiser ficar coladinho no Parque, vire no trevo à esquerda em direção a São Jorge e siga pela GO-239 por mais 22 km de rodovia asfaltada e 14 km em estrada de terra (aos poucos está sendo asfaltado, então se você der sorte, a situação estará melhor na sua visita).

DICA: Antes de chegar em Vila de São Jorge, o último posto de gasolina que você verá na estrada será em São João D’Aliança. Então mesmo se parecer que ainda falta muito (quase 100km), recomendo parar por ali para abastecer… Ao abastecer mais de 20 litros, eles ainda dão um cupom que dá direito a uma lavagem grátis, válido por um mês. Assim o pit-stop da volta está garantido e você evita a taxa extra de lavagem da locadora, porque o carro vai ter mais lama do que um carro de rally, não tenha dúvidas quanto a isso!

Ficando em Vila de São Jorge, você pode visitar o Parque Nacional a pé, independente da pousada/hotel onde você ficar, porque a vila é muito pequenininha. Em frente ao parque até tem estacionamento, mas em alta temporada fica bem lotado. Pra quem vai caminhar por 5h seguidas, o que são mais 30 minutinhos?

Todas as outras atrações, como Vale da Lua, Raizama, Encontro das Águas, Morada do Sol, etc, vão exigir que você pegue um carro. Se você estiver hospedado em Alto Paraíso, o carro será essencial sempre.

ONDE SE HOSPEDAR
Em Brasília ficamos no Manhattan Plaza, que oferece um bom custo benefício para quem está buscando uma opção confortável perto do centro e de todas as atrações turísticas. O quarto é bem espaçoso.

Quarto do Manhattan Plaza em Brasília

Quarto do Manhattan Plaza em Brasília

A Vila de São Jorge é uma cidadezinha com cerca de 800 habitantes, bem simples, com casinhas coloridas e estrada de terra. Eles tem poucas opções de serviços e hotéis bem humildes, com algumas exceções. Mais tarde vou fazer um artigo detalhado mostrando como foi nossa hospedagem na Pousada Caminho das Cachoeiras (contando as vitórias e as derrotas) e você verá que apesar da área comum bonita, o luxo não é o forte da vila.

Quarto simples da Pousada Caminho das Cachoeiras

Quarto simples da Pousada Caminho das Cachoeiras

A área comum da pousada é bem legal

A área comum da pousada é bem legal

 As últimas pousadas antes da entrada do Parque são: Caminho das Cachoeiras, onde ficamos e a Pousada Baguá, bem ao lado. Nestas pousadas o carro é desnecessário para ir no parque, porque a entrada fica bem ao lado a 400m de distância.

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A Vila é pra quem quer estar bem pertinho do Parque, quer se inserir neste clima natureba e não está afim de pegar estrada todos os dias… mas se você quiser um pouco mais de conforto a noite, pode ficar em Alto Paraíso de Goiás, que fica a uns 36km de distância separados por 14km de estrada de terra. Apesar da distância, você poderá desfrutar de mais conforto e opções de serviços.

ONDE COMER NA VILA DE SÃO JORGE

Pousada Casa das Flores

Pousada Casa das Flores

Gastronomia também não é o forte da cidade… Mas com um pouco de insistência e pesquisa, dá até pra comer uma comida de chef na pequena vila.

No geral, nós sofremos pra encontrar boas opções de restaurantes, mas nos surpreendemos com restaurantes aconchegantes como o da Pousada Bambu Brasil, sofisticados como a Pousada Casa das Flores e Santo Cerrado Risoteria & Cafe ou pelo serviço simples e honesto da Pizzaria Capadoccia.

Leia nosso artigo especial sobre opções gastronômicas na Vila de São Jorge, onde contamos tudo que vimos por lá e nossos 5 restaurantes preferidos pra você ir direto “na boa”:
Onde comer bem em Vila de São Jorge, GO

O QUE FAZER NA CHAPADA DOS VEADEIROS
Tem gente que chega na região com a intenção de fazer contatos com naves alienígenas ou outros seres místicos que são atraídos pela energia sobrenatural do ambiente, que por sua vez é gerada pelas minas de cristais presentes nas redondezas. Como a região está na mesma latitude de Machu Picchu, muita gente acredita que a Chapada compartilha com esta algo muito especial que atrai tais entidades místicas…

A entrada da Raizama tem uma recepção bem hippie

A entrada da Raizama tem uma recepção bem hippie

Se você não curte esta onda sobrenatural, não se preocupe! Você não precisa estar doidão pra curtir o visual exuberante da natureza da Chapada dos Veadeiros…

Salto do Rio Preto

Salto do Rio Preto

Se você estiver preparado para longas trilhas, caminhadas, calor, lama e poeira, será recompensado com belíssimas cachoeiras, poços de água cristalina, rios, formações rochosas, cânions e tudo mais que a fauna e flora local podem te oferecer. Pra quem gosta de ecoturismo e aventuras, a região é passeio obrigatório.

A entrada no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é inteiramente GRATUITA e você precisa reservar no mínimo dois dias inteiros para conhecer o Parque, que oferece quatro trilhas: Travessia das Sete Quedas, Trilha dos Saltos, Trilha dos Cânions e Trilha da Seriema (em ordem decrescente de dificuldade).

Não deixe de ir na Trilha dos Saltos e na Trilha dos Cânions, ambos com duração em torno de 5h totais. Na entrada do parque você pode contratar um guia local pessoalmente, pagando por grupos de até 10 pessoas, mas a não ser que você queira fazer a Travessia das Sete Quedas, um guia é desnecessário.

ATENÇÃO: Normalmente o parque não abre às segundas-feiras, exceto em caso de feriados ou nos meses de férias escolares (janeiro e julho). O horário de funcionamento é de 8h as 18h, com entradas até o meio dia.

Encontro dos Rios

Encontro dos Rios

Vale da Lua

Vale da Lua

Fora do Parque Nacional, existem diversas atrações na região da Chapada, todas localizadas dentro de propriedades particulares, que a exemplo do que é feito em Bonito, abrem as portas ao público e cuidam da preservação do local. O preço para todas as atrações é padronizado em R$10 por pessoa e a quantidade de pessoas é limitada.

Mais informações no site do ICMBio – Guia do Visitante.

Se você quer mesmo um experiência exótica, dependendo da época em que você estiver por lá, você pode tentar participar de um Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros. Nestes encontros a Aldeia Multiétnica desenvolve atividades que visam promover a interatividade dos grupos indígenas entre si e com o público. Deve ser interessante, mas eu e Elisa não participamos, então não posso opinar.

O ROTEIRO

  • 01 Brasília DF (13)Dia 17/4, quinta-feira – Chegada em Brasília, DF: Desembarcamos em Brasília a noite, em um vôo que
    partiu na quinta-feira e nos deixou na cidade em torno de meia-noite. A ideia era acordarmos em Brasília e sairmos bem cedo pra curtir um pouco da cidade antes de pegarmos a estrada para a Chapada.
  • Dia 18/4, sexta-feira – Um dia em Brasília e suas principais atrações: Em um dia nós conhecemos boa parte da zona turística da cidade, com suas principais atrações. A ideia era fazer um City Tour em ônibus aberto, mas não encontramos o tal ônibus e decidimos fazer um roteiro de carro por conta própria com paradas na Torre de TV, na lindíssima Catedral Metropolitana, Praça dos três poderes, visita guiada ao Congresso Nacional e Museu Tancredo Neves. A tarde pegamos a estrada até Vila de São Jorge, na Chapada dos Veadeiros.
  • 02 Chapada dos Veadeiros (35)Dia 19/4, sábado – Vale da Lua e Morada do Sol: No primeiro dia na Chapada, optamos por caminhadas mais leves, então começamos pelo Vale da Lua, uma das atrações mais famosas da Chapada, que fica na estrada em direção a Alto Paraíso. Depois de um acidente no Vale da Lua, tivemos que abandoná-lo porque ele ficou interditado (conto a história mais tarde). Depois seguimos para as cachoeiras da Morada do Sol e Vale das Andorinhas, onde fizemos uma parada relaxante em deliciosas piscinas naturais.
  • 02 Chapada dos Veadeiros (80)Dia 22/4, terça-feira – Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros – Trilha dos Cânions e Carioca: São 12km totais de caminhada, desta vez um pouco mais planas, sem muitos aclives. O Cânion 1 estava fechado, mas pudemos conhecer o Cânion 2 antes de desabar um chuva danada que quase estragou o passeio. Em seguida fomos até a belíssima cachoeira da Carioca, onde tomamos um bom banho quando a chuva deu uma trégua. O caminho de volta tem mais ou menos 3,5km de extensão e a caminhada é sempre uma show a parte, com paisagens deslumbrantes.
  • Dia 23/4, quarta-feira – Retorno a Brasília e visita guiada ao Palácio da Alvorada: Pegamos a estrada de volta para Brasília e como era um quarta-feira, aproveitamos para fazer a visita guiada ao Palácio da Alvorada. A moradia oficial do Presidente só abre para visitas neste dia da semana. Programamos tudo direitinho, mas não nos ligamos em um detalhe… em dias de chuva forte a visita é cancelada por questões de segurança (valeu hein, Dilma! Me sacaneou de novo)… Nosso passeio acabou interrompido no meio, mas valeu a pena mesmo assim. Leia nosso post e saiba como se planejar e o que esperar da visita.

    03 Brasília (5)

    Palácio da Alvorada

DICAS GERAIS DE SOBREVIVÊNCIA

No Parque: Os passeios dentro do Parque duram o dia inteiro e lá dentro, obviamente, não tem restaurante. Então você vai precisar fazer um piquenique. Mas lembre-se: não deixe lixo no parque!

Na nossa pousada ganhamos um “kit caminhada” com sanduíche de queijo, maçã, suco del vale, club social. E este foi nosso almoço do dia inteiro. Depois de horas de caminhada, não tem como estar 100% ao fim do dia.

Se sua pousada não tiver um kit pra vender ou pra dar,  é fácil encontrar opções de lanche no mesmo padrão na vila. Outra opção é passar num supermercado e preparar seu próprio lanche, com um pouco mais de sustância… Só tenha cuidado com o peso que será carregado nas costas.

Dinheiro: A moeda básica na maioria das atrações é R$10, mas apesar de ser barato, cuidado para não ficar no meio da mata sem um tostão no bolso, porque em Vila de São Jorge você não vai encontrar caixas eletrônicos. Os mais próximos estarão em Alto Paraíso ou João D’Aliança… dentro da vila os restaurantes costumam aceitar cartão de crédito, mas sugiro que você vá preparado, levando algum dinheiro em espécie e talões de cheque para emergências.

Itens essenciais: Eu e Elisa partimos na quinta-feira a noite, depois de um longo dia de trabalho, então fizemos nossas malas meio afobados e esquecemos itens essenciais como protetor solar, repelente, chapéus e no caso dela, roupas de banho. A maioria dos itens foi fácil de encontrar, mas roupas de banho não foi nada simples… o único lugar que vendia biquínis era uma loja de sorvetes e as opções não eram lá muito boas. Fiquei ouvindo ela choramingando e reclamando disso a viagem toda.

02 Chapada dos Veadeiros (27)

Para a trilha, leve calçados confortáveis, de preferência tênis ou botas fechadas. Calças compridas leves (de corrida) também são recomendáveis para a caminhada no meio da mata. A vegetação rasteira não vai perdoar suas canelas.

Estrutura turística precária: Diferente de Bonito, onde a organização é impecável e a estrutura turística funciona de verdade, eu tive a impressão de que as coisas na Chapada são meio largadinhas. Você paga 10 reais pra entrar e fica meio que por conta própria. No Parque Nacional você assina um termo de responsabilidade, se embrenha no mato sozinho e seja o que Deus quiser.

Sinalização da trilha

Sinalização da trilha

Por várias vezes nos vimos sozinhos no meio do mato, em lugar deserto e ermo, sem sinal de vida por perto. Durante nossa estada uma rapaz morreu no Vale da Lua por puro descuido… E olha que o Vale era o único lugar que tinha sempre alguém do “staff” por perto, observando. Dizem que o rapaz estava usando havaiannas na caminhada sobre as pedras e escorreu pra dentro de um poço.

No parque, apesar de fáceis, as trilhas são mal sinalizadas. No Parque Estadual de Ibitipoca, por exemplo, me lembro de ter feito uma trilha de 7h em um caminho com dezenas de placas, mostrando o caminho e informando quantos metros faltavam para chegar em cada lugar, dando uma sensação de que não estávamos perdidos. Na Chapada, a sinalização se limita a uma seta pintada em uma pedra no chão…

Acho que isto é tudo. Em breve vou postar sobre gastronomia, hospedagem e vou colocar detalhes sobre cada atração visitada, dia a dia…

E você, já conhece a Chapada dos Veadeiros e tem alguma outra dica pra dar? Está com viagem marcada pra lá? Está com dúvidas e quer alguma dica adicional?

Escreva pra gente! Deixe seu comentário aqui embaixo e participe!

Grande abraço a todos e boa viagem, sempre!


Para ver todos os posts deste roteiro clique aqui.


Se você gosta de Ecoturismo e Aventura, também vai gostar de nosso roteiro sobre Bonito, MS:
Roteiro de 7 dias e muitas dicas de Bonito (MS), sem trocadilhos

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18 pensamentos sobre “Chapada dos Veadeiros e Brasília: Roteiro de 6 dias pelas maravilhas do cerrado

  1. oi, eu tenho uma dúvida… agradeço se puder tira-la. queria saber se, na Chapada, é difícil de uma pessoa muito sedentária ou idosa percorrer os caminhos. As pedras sao de alcance dificil, muito escorregadias, ou de posicionamento complicado de andar? Estou com a viagem marcada, mas fiquei preocupada quanto a isso (mais ainda, depois da história do menino que morreu, por escorregar…) muito obrigada, desde já. Luz 🙂

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    • Olá Jessica, tudo bem?
      Algumas trilhas são pesadas, mas a maioria não. Como a vegetacao é de cerrado, vc não vai enfrentar trilha em mata fechada, por exemplo… Os caminhos são faceis, mas o problema é a distância.
      No Parque Nacional a trilha é mais dificil pra uma pessoa idosa, porque se anda muito pra chegar a algum lugar. Lembre-se que são 5h de passeio, embaixo do sol, com almoço no estilo piquenique. Então acho que a questão nao é muito dificuldade e sim resistência…

      Nas outras atrações as trilhas são mais curtas. O Vale da Lua, por exemplo, tem trilha bem curtinha. Parece que o rapaz que morreu estava de chinelo, andando sobre as pedras em uma área mais acidentada. Você não precisa andar pelos lugares mais irregulares… Se aventurar em locais mais dificeis é opcão sua.

      No encontro das águas, por exemplo, você pode ir direto pra praia tomar banho de rio ou pode pegar uma trilha, com subida íngreme, até o mirante… A vista é sensacional, mas se você tiver dificuldade, pode evitar esta trilha e ir direto, entendeu?

      Sugiro que vc vá em um ponto de apoio ao turista qdo chegar na cidade pra se informar pessoalmente sobre a dificuldade de cada passeio. Conversando pessoalmente vc vai ficar mais tranquila e vai poder explicar bem quais as dificuldadess maiores pra você. Não precisa ficar apreensiva, porque tem diversão para todo tipo de perfil!

      Espero ter ajudado. Boa viagem pra você e aproveite bastante!

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  2. Boa tarde!

    Ótimas dicas, obrigado por compartilhar conosco!

    Agora, tenho uma dúvida.. Estou saindo de São Paulo e vou em Julho, Já estou vendo alguns Hostels e Pousadas para me hospedar com o meu namorado.. Mas a nossa maior dúvida é: Pretendemos ir de avião, porém não pretendemos gastar muito, estavamos pensando em evitar o gasto com o aluguel do carro. Pelo que você vivenciou, é possível passar uns 10 dias fazendo esse roteiro BSB/Chapada de ônibus?

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  3. Olá Gabriel, tudo bem?
    Nesse link aqui eu encontrei várias opções de transporte, entre ônibus, transfer, taxi e até carona solidária:
    http://www.encontrodeculturas.com.br/2013/saojorge/transporte

    Tem telefones de vários prestadores de serviço, onde você pode se informar bem.

    Pra chegar lá de ônibus você vai precisar ir até Alto Paraíso e de lá buscar um transporte até a Vila de São Jorge. Nessas condições eu ficaria em Alto Paraíso mesmo, onde você teria melhor infra-estrutura turística pra te atender. E de lá, vocês podem buscar uma agencia de turismo ou um motorista pra fazer o transfer até os passeios…

    Se preferir, você pode comprar a passagem de ônibus da Real Expresso, que faz o trajeto Brasília/Alto Paraíso direto pela internet. Inclusive você pode comprar através de nosso parceiro da ClickBus, através do link abaixo (os Batalhas agradecem):
    http://www.clickbus.com.br/?utm_medium=affiliate&utm_source=batalhaspelomundo

    A passagem custa em torno de R$40 e a viagem dura menos de 4h.

    Outra alternativa (beeeem alternativa, aliás) é a página Conexão Chapada-BSB, onde você pode buscar opções de carona e transporte solidário no trajeto:
    https://www.facebook.com/groups/240194479350012/

    Esta página foi indicada pelo pessoal do Viaje na Viagem. Eu pessoalmente, não curto, mas…

    Se você fosse ficar uns 4 dias, eu diria que o carro é besteira, porque pelo menos 2 dias (ou até 3) seriam dedicados apenas ao Parque, que pode ser alcançado a pé pra quem está em São Jorge. Mas como vocês vão ficar 10 dias, a coisa complica um pouco… Vocês vão precisar contratar um serviço de transporte privado.

    Eu realmente não sei dizer se fica mais barato ou mais caro… Pesquise os preços pelos links acima e faça a comparação com o custo do carro, que sai por algo em torno de R$100 a diária. Dependendo da diferença, pode ser que não valha a pena, porque você fica muito limitado…

    Enfim… espero que eu tenha ajudado. Se precisar de algo mais, fique a vontade pra escrever!

    Grande abraço e boa viagem pra vocês!

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  4. Olá, estou indo para a Chapada agora em Maio, encontrei muita informação por aqui, mas no fim fiquei um pouco perdida sobre o que fazer, não ficarei muitos dias. Fiz um roteiro baseada nos principais locais que queria conhecer, se possível gostaria da sua opinião, se é mesmo o melhor a fazer ou inverter alguns lugares.
    1 dia
    Vou alugar um carro e saio de BSB cedo,7h da manhã, ai pensei em logo no caminho conhecer a Macaquinhos, depois ir para Alto paraíso, almoço e depois vou para a cachoeira Loquinhas.
    Durmo em Alto paraíso
    2 dia
    Pensei em ir a Cachoeira de Sta. Bárbara, li que é um lugar que vale a pena e deve ocupar um dia inteiro
    Durmo em Alto paraíso
    3dia
    Pela manhã ir em são bento para visitar as Almécegas e tentar fazer o Voo do gavião. Nãos ei se isso ocuparia o dia todo, caso não, não sei o que faria de tarde.
    Durmo em São Jorge
    4 dia
    Pela manhã vou ao vale da lua e pela tarde gostaria de ir fazer a trilha do salto e o mirante da janela e se der tempo ir na Raizama.
    Durmo em São Jorge
    5 dia
    Pela Manha faria uma trilha pelo Parque , não sei ao certo quais os atrativos mas acredito que ser um passeio indispensável. E após o almoço volto para BSB.
    Se puderes me dar a tua opinião agradeço muito!!!!

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    • Oi Mariana,
      Como sua base será Alto Paraíso, o seu roteiro ficou bem diferente do meu, que fiquei em Vila de São Jorge.

      Eu acho q você pode tentar ir no Vale da Lua no dia 3, porque o passeio é curto, fica perto de Alto Paraíso e dá pra conhecer rapidinho. Pesquise sobre Almecegas pra saber se vai sobrar tempo…

      Se você quiser ir no Parque, vai precisar reservar um dia inteiro para cada trilha. No dia 4, você vai ter que escolher uma das duas: Trilha dos Saltos ou Trilha dos Cânions e Carioquinha.

      Dá uma lida nos nossos posts sobre estas trilhas pra ver as fotos e relatos.

      No dia 5 vc pode ver Raizama de manhã e partir pra BSB depois do almoço. Se por acaso vc não tiver conseguido ir no Vale da Lua, talvez dê pra fazer os 2, meio na correria. Dê prioridade ao Vale.

      Se tiver mais dúvidas, fique a vontade pra escrever.

      Abraço e boa viagem!

      Curtir

  5. Alessandro,
    Muito bom seu relato! Ajudou muito em minha pesquisa..
    Pretendo viajar com um grupo de amigos de 03/09 a 07/09.
    Gostaria de indicações de hospedagem em São Jorge. Infelizmente não tem vaga disponível na pousada que vcs ficaram para este período. Teria alguma outra indicação?

    Acha necessário aluguel de carro para o nosso caso?

    Poderia sugerir roteiro para este período? Acha realmente desnecessário contratar um guia?

    Desde já agradeço!

    Curtir

    • Olá Elis!
      Em primeiro lugar, muito obrigado pelo seu comentário. Fico feliz em poder ajudar…

      Não tenho como indicar outras opções de hospedagem, porque só estive lá uma vez. Só conheci outras pousadas pelos restaurantes, mas a julgar pela qualidade do serviço, eu indicaria a Pousada das Flores e a Pousada Bambu Brasil. Pesquise um pouco sobre estas opções…

      Eu acho o aluguel de carro essencial em São Jorge. Como você vai ficar 5 dias, vai precisar sair da Vila e com o carro você tem muito mais liberdade.
      E não se preocupe… o guia é totalmente dispensável. Eu e minha esposa não somos exemplo de exploradores e nos saímos muito bem sozinhos! rsrsrs. Pode confiar!

      Se você vai ficar apenas em São Jorge, dá pra fazer um roteiro idêntico ao nosso: 2 dias no Parque, 1 dia fazendo Vale da Lua e Morada do Sol e 1 dia Raizama e Encontro das águas. O quinto dia fica livre pra pegar a estrada de volta e talvez dar uma parada em Alto Paraíso, Brasília ou adicionar alguma outra atração.

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  6. Pingback: Destaques da Semana 71: Murano, Recife, Chapada dos Veadeiros e Brasília, Saúde do Viajante, Berlim | RBBV – Rede Brasileira de Blogueiros de Viagem

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