Edimburgo: ​ Bate-volta para o Lago Ness e Terras Altas em ônibus de excursão

Ônibus de excursão ou carro alugado? Esta é uma dúvida muito comum quando fazemos viagens para o interior de um país pouco conhecido…

Então se você também tem essa dúvida (ou não), saiba como foi nosso passeio bate-volta em ônibus de excursão de Edimburgo para o Lago Ness e Terras Altas. Paisagens deslumbrantes a perder de vista e aquela vontade de descer do ônibus e sair explorando o desconhecido… Leia nosso novo artigo e conheça um pouco das Highlands através da experiência dos Batalhas.

Clique aqui para ler todos os posts do Roteiro Irlanda e Reino Unido. Aguarde em breve o artigo com o roteiro completo! Enquanto isso clique no link a seguir para conhecer o roteiro global e o planejamento desta viagem de outubro de 2014: Planejando um novo destino: Irlanda e Reino Unido em 14 dias

​Compramos nosso passeio para as Terras Altas durante uma visita à loja “I Love Scotland”, meio de improviso, no dia de que visitamos o Princes Street Garden. A empresa chamava Timberbush Tours e na época o preço foi 42£ por pessoa com saída as 8h da Royal Mile, dia 8/10 (quarta-feira).ônibus de viagem da Timberbush Tours - Passeio para o Lago Ness

Mais detalhes no site da empresa, clicando aqui.

O Cruzeiro pelo Lago era opcional e deveria ser pago na hora, a parte. O passeio pareceu bacana, porque passava por alguns lugares que outros não visitariam e o itinerário teria basicamente as seguintes paradas:

  • Trossachs Weaving Mill
  • Glen Coe
  • Almoço
  • Lago Ness e Urqhart Castle
  • Retorno

O trajeto em si é uma atração a parte, porque a paisagem é incrível o tempo inteiro… Para nossa alegria, o dia amanheceu com um lindo céu azul, que foi melhorando ao longo do dia, além de uma agradável temperatura entre 9 e 10 graus.

Sim! A esta altura até os cariocas estavam achando 9 graus agradabilíssimos, desde que não houvesse chuva.

Aerogeradores – A paisagem deslumbrante do trajeto ainda reservava algumas surpresas, pra alegria dos engenheiros a bordo

Existem várias formas de explorar as Terras Altas e a mais confortável e segura, na minha opinião, é o ônibus de excursão.

Vista do ônibus no trajeto até as Terras Altas

Pra quem não quer (ou não sabe) dirigir por longas horas, não está afim de se aventurar por conta própria ou simplesmente não teve tempo ou paciência de pesquisar e montar um roteiro independente, o ônibus com guia pode ser uma ótima opção…

Mas confesso que fiquei com muita “dor de cotovelo” durante todo o caminho. Porque a todo momento a gente se deparava com uma paisagem incrível e ficava com uma vontade enorme de parar e descer pra explorar. Ou seja, pra quem está de ônibus, a coisa fica bem engessada.

Por outro lado, dava pra admirar a paisagem e fotografar sem me preocupar com a pista.

DICA: na ida, as melhores vistas ficavam do lado esquerdo. Então, procure se posicionar bem!

Outra vantagem é que de ônibus a gente vai com mais foco, direto ao ponto. Se eu estivesse de carro, provavelmente chegaria no Lago Ness as 2h da manhã, por causa da quantidade de paradas espontâneas pelo caminho. (ok, essa não colou, eu sei).

O motorista não era tão engraçado e simpático quanto o motorista irlandês que nos levou até o Cliffs of Moher, mas ele também fez o que pôde pra entreter o grupo, contando histórias e curiosidades pelo caminho. Com o tempo, deu pra acostumar com o terrível sotaque escocês, mas se você não tem muita manha no inglês, esqueça… vai ser complicado entender! rs.

No fim do passeio, o guia pisou na bola feio! E ficamos bastante decepcionados com o serviço… lá no fim da história eu conto o que aconteceu. 

Se você estiver de carro, talvez valha a pena tentar uma parada no Stirling Castle. Imponente castelo onde foi gravado o filme Coração Valente, palco de guerras lendárias pela independência escocesa, como a famosa “Batalha da Ponte de Stirling”.

A silhueta imponente…

… do Stirling Castle

Dizem que tem até uma estátua do William Wallace, com cara de Mel Gibson, por lá… não sei se é verdade, mas a vista pro castelo foi um dos motivos pra primeira grande dor de cotovelo.

Acabei de achar um post bacana sobre a cidade de Stirling no blog “Vida Cigana”:
Stirling, na Escócia: o Castelo e a história de William Wallace

Logo chegamos na primeira parada, Trossachs Weaving Mill, que ficava na região de Kilmahog.

Paisagem nos arredores, na região de Kilmahog

Ali teríamos em torno de 30 minutos, onde começaríamos a nos ambientar com o cenário das Highlands e conheceríamos de perto os simpáticos Hamish, também conhecido como “Highland Bull”.

O “Hamish” é um touro de franjinha…

…muito engraçado, típico da região.

Lá tinha uma lojinha, banheiro e café.

Deu pra dar uma espiada rápida na produção de cashmere, mas os preços eram para turistas. Mais ou menos a mesma coisa de Edimburgo, por volta de £30 por um cachecol 100% cashmere.

Aquele anúncio na porta, de 1/2 price é balela. Caro igual na capital.

Na verdade ficamos curtindo a paisagem, com todos aqueles tons de verde, admirando as ovelhas pastando e ouvindo os Hamish mugindo… quando saímos de lá era por volta de 10h.

Seguimos viagem por dentro da região conhecida como “Rob Roy Country” (sim, aquele do filme com o Liam Nesson). Com o tempo, a paisagem começa a se tornar mais dramática. São colinas, vales, lagos e ruínas… cada lago mais lindo que o outro. É uma paisagem deslumbrante em 360 graus, o tempo inteiro.

Antiga ponte de pedra no meio da região montanhosa

Lagos, vales e montanhas..

Por volta de 11 horas chegamos no local conhecido como Glen Coe, onde ficamos por apenas 10 minutos, para esticar as pernas e tirar algumas fotos.

Parada na estrada para conhecer o Glencoe

A grandiosidade do Glencoe

O vale foi palco do famoso massacre do Clan MacDonald em 1692, evento conhecido como “Massacre de Glencoe“.

Pra completar o clima de solenidade, um BagPiper ficava ali em seus trajes típicos tocando gaita de fole, fazendo a gente se sentir o próprio Coração Valente…

Depois voltamos para o ônibus e paramos apenas na região de Fort William para um almoço de 50 minutos.

Local de nossa parada para almoço “Spean Bridge Mill”

O almoço foi terrível como quase todo almoço em um passeio desse tipo e rapidamente voltamos pra estrada. Seguindo viagem, passamos pelo “Caledonian Canal“, na vila de Fort Augustus.

A esta altura já estávamos nos arredores de Inverness, pertinho do famoso Lago Ness! Nossa excursão não incluía o cruzeiro pelo lago, que era opcional e o bilhete era comprado diretamente com o “motorista-guia”. Tínhamos duas opções de cruzeiro:

  • Uma simples que passava em frente ao Urqhart Castle e depois voltava.
  • E uma opção completa, que parava no castelo e permitia uma visita às ruínas.

Estávamos loucos pra conhecer o castelo por dentro, pois da parte alta da estrada já tínhamos tido algum vislumbre do imponente castelo que repousa quase dentro do lago e ficamos muito encantados! Antes de partir do Brasil, um amigo que já tinha visitado o Lago me deu a dica: “não deixe de entrar no Urqhart Castle”. E era o que queríamos fazer!

Lago Ness e Urqhart Castle

Então o guia veio conversar com a gente e foi aí que ele vacilou:

Ele insistiu que comprássemos o cruzeiro sem a opção do castelo. Disse que não valia a pena e que não tinha nada pra ver lá. Disse que era apenas um monte de ruínas (?!) e que era bonito mesmo só pelo lado de fora… Quando dissemos que queríamos ver mesmo assim, ele forçou a barra e disse que éramos os únicos no ônibus que queriam fazer esse passeio e que a gente atrasaria todo o grupo. Que eles teriam que pegar a estrada escura por nossa causa! Golpe baixo…

Fiquei realmente chateado, porque o folheto da empresa diz que esta opção está disponível e queríamos muito conhecer o castelo. Mas acabamos cedendo… Depois eu vi que o cretino usava esse argumento com todo mundo. No fundo, ele queria terminar o dia mais cedo… só isso.

A imensidão do Lago Ness

As ruínas do Urqhart Castle por outro angulo

A embarcação que nos levou, se aproximando do pier

O valor foi de 12.5£ por pessoa e partimos as 13:10h em direção ao Clansman Harbour, onde fizemos uma parada.

No local tinha lojinha de souvenir com bichinhos de pelúcia da Nessie, o famoso monstro do lago, além de restaurante e café.

O barco saiu as 15h e o passeio durou em torno de 1h30. O lago é espetacular, mas o passeio é meio sem graça. Demos uma volta até a frente do Urqhart Castle e depois retornamos.

Confesso que foi meio broxante…

Vista para o Clansman Harbour

O barco pára bem em frente ao castelo, um grupo desce para a visita, enquanto aqueles que pagaram pelo “1 hour tour”, ficam no barco e depois voltam. Ficamos bastante decepcionados por cair na lábia do guia, porque o legal do passeio é conhecer o castelo…

Vista para o castelo, de dentro do lago

DICA: já falei ali, mas não custa repetir: NÃO DEIXE DE VISITAR O CASTELO! 

A volta foi entediante, porque não tinha nada diferente pra ver e estávamos decepcionados por perder a oportunidade de entrar no castelo.

Chegando lá em cima, apesar de termos pegado a opção mais rápida, o guia não nos deu tempo pra nada. Paramos pra ir no banheiro no hotel que fica no porto e já estava na hora de retornar. Não deu tempo nem de tomar um café!

Ponte estaiada no caminho de volta

Alguém sabe o nome desse lindo castelo que vimos no caminho? Se souberem, contem lá na caixa de comentários, por favor!

Seguimos viagem de volta a Edimburgo. No caminho paramos por 30 minutos para um bolo com café.

Local da parada

Bateu saudades de casa?

As 18:50 partimos direto até Edimburgo, com parada final na Royal Mile pouco por volta de 20h, mais cedo do que o previsto (obviamente).

Fachada do Ecco Vino

A noite saímos para o último jantar na cidade. Escolhemos o Ecco Vino, que fica na Cockburn Street, número 19.

Excelente ambiente e comida muito boa. Eu pedi um risoto de King Prawn e abobrinha e Elisa comeu um espaguete ao pesto com salmão defumado.

Tudo acompanhado por duas taças de vinho branco e tiramisu de sobremesa. O conta saiu 40£ com a gorjeta, o que não é nenhum absurdo para os padrões de UK. Se fosse no Rio, seria esse valor por pessoa.

Recomendo!

Celebrando o fim de nossa estadia em Edimburgo

Depois fomos para o nosso Hotel arrumar as malas e dormir, porque no dia seguinte pegaríamos o trem bem cedo, com destino a Londres, mas com uma parada estratégica para um passeio sensacional de um dia inteiro em Liverpool!

Se você curte Beatles, fique ligado no próximo artigo, porque nosso roteiro ficou redondo!


Clique aqui para ver todos os posts do Roteiro Irlanda e Reino Unido 2014 e conheça os detalhes dessa viagem que passou por Dublin, Edimburgo, Liverpool e Londres.

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4 pensamentos sobre “Edimburgo: ​ Bate-volta para o Lago Ness e Terras Altas em ônibus de excursão

  1. Que interessante saber que também existe essa opção de ir de ônibus! E as paisagens cada uma mais linda que a outra! Que pena que o guia queria ir embora mais cedo! Sacanagem! Mas parabéns pelo post! Adorei conhecer um pouquinho mais sobre o Lago Ness e Terras Altas. Beijão!

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